tumultos em chaise-longue



melancolia zündapp

# lxvi
. moléstias de coração, a paixão, o amor, portanto a febre e sempre a traição.
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o erro e a pedra

# xvi
. o erro é uma hipótese, apenas uma hipótese. errar é o horizonte completo.
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melancolia zündapp

# lxv
. qualquer coração que funcione na condição de smooth operator é fatalmente porque traído ou porque traidor.
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o erro e a pedra

# xv
. a pedra é um instrumento de aferição tanto da capacidade de alcance quanto do desvio entre o acerto e a falha.
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melancolia zündapp

# lxiv
. esteja ou não sob assalto, independentemente do regime de sístoles e diástoles, o coração opera em que frequência de traição?
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o erro e a pedra

# xiv
. na escala da contundência, no modo como amassa a carne ou o osso, a pedra é uma opção igual a qualquer outra. é irrelevante que seja diamante ou cascalho.
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melancolia zündapp

# lxiii
. há quem espere demasiado, excepto a traição, de um órgão esponjoso que opera em ciclos de contracção e descontracção sucessivos, como se fosse um harmónio obstinado cujo o ritmo varia consoante a solicitação e o alcance. quanta aspiração, quanta ilusão.
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o erro e a pedra

# xiii
. pode ser certo, pode ser erro, no entanto, no gesto, a pedra não é acidente.
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melancolia zündapp

# lxii
. coração sputnik, nenhum é ou foi constituído para ser isso.
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errata d’helder, xl. página noventa e oito, linha onze, onde se lê louça deve ler-se louca.
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o erro e a pedra

# xii
. a noite não é tenra, é só americana.
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errata d’helder, xxxix. página noventa e três, linha oito, onde se lê coleira deve ler-se coléra.
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o erro e a pedra

# xi
. para efeitos de apreciação e julgamento, é mais relevante o destino da pedra do que o arremesso dela.
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errata d’helder, xxxviii. página noventa e um, linha um, onde se lê histórica deve ler-se histérica.
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melancolia zündapp

# lxi
. não há corações gémeos, há apenas contingências, casos e acasos.
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errata d’helder, xxxvii. página noventa, linha vinte, onde se lê frescura deve ler-se fressura.
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o erro e a pedra

# x
. no erro não há intenção.
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errata d’helder, xxxvi. página noventa, linha onze, onde se lê viúva deve ler-se vulva.
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o erro e a pedra

# ix
. a certeza é algo que exige mais uma chaga, a quinta.
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errata d’helder, xxxv. página noventa, linha quatro, onde se lê plácido deve ler-se flácido.
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melancolia zündapp

# lx
. nenhum coração mata na solidão em que percute.
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errata d’helder, xxxiv. página oitenta e sete, linha vinte e um, onde se lê light deve ler-se night.
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# lix
. o coração jamais foi conhecido por gerar ou suscitar honestidade.
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errata d’helder, xxxiii. página oitenta e sete, linha nove, onde se lê mel deve ler-se mal.
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# lviii
. à semelhança do martelo, o coração é uma ferramenta de biscate.
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